1 de junho de 2019





Eu amo sua voz, seu sorriso, sua calma
sua doçura, a empatia que emana de você.
Amava quando falava sobre mim.
Quando trabalhávamos em segredo,
naquilo que você me ensinou a amar.
Quando eu deveria me sentir como sempre me senti,
mas algo em você sempre fazia com que eu me sentisse melhor.
Sentir como se você sempre fosse estar comigo.
A constante que sempre me acompanhou em ter.

Era sempre engraçado quando pensava me conhecer até eu te dizer que estava errado.
Falar das estrelas foi especial, como no fim de tarde
 em que seus olhos não foram o bastante para registrar meu caminhar até você.
Meu jeito de ser te divertia, eu sei disso pelo modo como me deixou sem graça na frente de todos.
Em algum momento as coisas se tornaram suficientemente complicadas de modo que eu tive que ir.
As vezes parece que foi ontem, ontem que agiu como eu agiria, e me tirou tudo que eu ainda tinha.

E sei que havia algo em mim que perdeu, porque você ficou lá, parado,
depois parado na soleira da porta, me observando,
mesmo que eu tivesse dito que estava tudo bem, você continuou ali.

Mas quando penso em você é sempre de longe, olhando o que acho que nunca saberei o que é.
Se aproximando no exato momento em que desisti de você.
Com você por perto, eu não consigo deixar de pensar no que te faz bem,
quase como se fosse minha respondibilidade.
Estarei sendo muito otimista se dizer que a verdade é que sabe exatamente como me afetar?
porque eu prefiro pensar que é otimismo.
E deixar tudo pra trás.

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