Não importa o que
eu esteja fazendo, eu não consigo deixar de notar sua presença. Foi
de um acordo pré firmado que o mesmo objetivo nós uniu e também nós
conduziu. Algo que um dia foi natural, mas que já não é mais.
Nesses momentos eu verdadeiramente queria que não soubesse, só para
que eu não me sentisse tão mal em aceitar sua companhia. Mas são
tantas coisas sobre você que no fim fazem eu me sentir aos prantos,
que eu deveria parar de tentar quantificar. Eu não precisei chamá-lo
pra saber que iria, do mesmo modo que não precisei fingir não saber
o motivo de você preferir ficar.
E quando as coisas
se tornam estranhas de se entender, eu vou. Quando não sou capaz de
entender, de ficar em paz, eu sumo. Eu sei que não entende, que não
vê o que vejo. Como sei que pra você é demais, e tudo bem, eu
jamais transformaria isso em um sim. Acho que nunca mais
transformarei qualquer coisa sobre você em algo real. Eu te conheci
o bastante pra vê-lo lago. E conhecendo o mar que vive em mim, sei
da minha tormenta, da força, do som, das ondas.
Quando você se
cansou, eu pude ver, ver o mesmo que vi quando parti. As vezes acho
que entendo, o esforço que é não desistir, permitir que flua,
depois saber o que esperar e mesmo que isso doa, manter suas escolhas.
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