16 de junho de 2010

Fiby falava rápido, gesticulando com as mãos. Me fez lembrar a noite anterior, em que segurava sua mão enquanto ela soluçava, as lágrimas enchiam seus olhos e novamente rolavam por sua face, ainda não compreendia aquela criatura fascinante, eu a aconcheguei em meu ombro e não disse nada.
-Entendeu?
-O que? Sim!- eu me esforçava para acompanhar, mas acabava ficando tonto. Então eu a puxei junto a mim e a beijei, era surpreendente como aquilo me fazia esquecer de todos a nossa volta me concentrando apenas em sua respiração, notei seu coração bater mais rápido.

Enquanto voltávamos para casa perguntei a Fiby se sentia melhor desde ontem, olhando para o chão respondeu que não havia conseguido dormir então naquela madrugada tivera outra crise. Me sentia culpado por tê-la deixado sozinha. Quando chegamos, a convidei para se juntar a mim embaixo das cobertas, a aninhei em meus braços, segurando suas mãos geladas, conversamos sobre livros e quando finalmente adormeceu me virei para enxergá-la, a toquei contornando as linhas de seu delicado rosto, me sentindo tolo por querer tanto protegê-la, dês que a conheci nada me deixava mais extasiado do que ouvi-la, sua inteligência e senso critico mostravam uma pessoa muito madura para sua idade. Penso que o me encantou foi seu entusiasmo e criatividade.

Pela manha pude vê-la despertar, sorriu ao me ver, então toquei seus lábios com os meus. Ao observá-la se levantar, só conseguia pensar no quanto ela era linda, seus olhos grandes e arredondados com seu olhar doce, as curvas de sua cintura ao se mover, e as suaves linhas do seu pescoço. Tudo me fazia reconhecer o quanto era especial. Fiby possui o vicio de ir embora sempre que algo lhe incomoda, ela me disse que não sabia amar, nem lhe dar com as pessoas. Minha teimosia fez com que eu ignorasse isso, então sempre que ela fugia de mim, eu a trazia de volta.
Eu preparei o almoço e mesmo relutante eu a fiz comer, passamos o dia escutando musica, enquanto ela rabiscava em uma folha algumas flores, fui ate o mercado e lhe comprei biscoitos e algumas cervejas. Ela fez cara feia para os biscoitos, e acabou tomando cerveja.
Tocava uma musica lenta, enquanto dançávamos pela sala, eu a guiava sutilmente quando ela abriu um sorriso empolgado, e não podendo resistir eu a beijei fazendo minha pulsação saltar, ela me envolveu os braços em minha cintura me aproximando, senti seu coração batendo tão descompassado quanto o meu, quando ela abriu os olhos eu os vi brilhar. Era difícil acreditar na pessoa que tinha me tornado naqueles últimos meses, depois de deixar todos fantasmas, a vida tinha se tornado cada vez mais excitante.

Um comentário:

Everton disse...

Parabéns. Continue sempre escrevendo, pois escrever é um exercício que quanto mais você o faz, mais o desenvolve.
Adorei.
Abraços
Everton